“Simone”, poema de Olga Lucía Betancourt

Una Samba, un Bossa Nova
un bolero, una nostalgia.
Una voz
empozada en la ternura,
y la melancolía.
En las palabras
que resbalan como seda,
que se engarzan en la Música
y en el ritmo,
como gemas.

Una voz acariciante,
con su risa
detenida entre la infancia.
Simone, con tus rizos seductores,
como un marco-terciopelo.
Simone…
que perduras luminosa
entre el blanco que te viste.

La belleza espigada
de tus pasos entre el ritmo!
Voz de luna,
transparente de ternura,
caricia, para todos los oídos,
para el alma de la Música
que es tu “duende”.

¡Hasta el Tiempo te respeta!
Y tienes como un aura
que te guarda. Simone. Brasileña…
Eterna voz de un pueblo
hechicero y musical.
¡Simone…Para Siempre!

Um samba, uma bossa nova,
um bolero, uma nostalgia.
Uma voz
empoçada na ternura
e na melancolia.
Nas palavras
que resvalam como seda,
que se encadeiam na Música,
e no ritmo,
como joias.

Uma voz acariciante,
com seu riso
detida na infância.
Simone, com teus cabelos sedutores,
como uma moldura de veludo.
Simone…
que perdura luminosa
na brancura que te veste.

A beleza espigada
de teus passos ritmados!
Voz de lua,
transparente de ternura,
carícia para todos os ouvidos,
para a alma de Música
que é teu “duende”.

Até o Tempo te respeita!
E tens essa aura
que te protege.
Simone, brasileira….
Eterna voz de um povo
feiticeiro e musical.
Simone… para sempre Simone!  
Olga Lucía Betancourt, Luxemburgo, 2007.

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