Dis, quand reviendras-tu ? – BARBARA

Barbara (Paris, 9 de junho de 1930 – Neuilly-sur-Seine, 24 de novembro de 1997), cujo nome de batismo era Monique Andrée Serf, foi uma cantora e compositora francesa (que também assinava como Barbara Brodi). Barbara era filha de Jacques, um judeu da Alsácia, e Esther Brodsky, uma ucraniana, e tinha três irmãos. Durante a ocupação da França pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, a família teve que se separar para fugir das perseguições aos judeus. Com a libertação do país pelos aliados, voltaram a se reunir em Vésinet. Nas suas Mémoires, ela conta que sofreu abuso sexual por parte do próprio pai durante a infância.

Começou a estudar canto e piano ainda nos anos 40, mas desprezou o repertório clássico para se dedicar à música popular. Em 1948, aprovada num teste para o teatro Mogador, integrou o coro da opereta Violettes impériales. Pouco depois, seu pai abandonou a família. Sem dinheiro para continuar seus estudos, Monique deixou Paris em 1950 e foi morar com um primo em Bruxelas. Dois meses depois, uniu-se a uma comunidade de artistas em Charleroi. Commeçou a cantar em cabarés, adotando o pseudônimo de Barbara Brodi (inspirado no nome de sua avó, Varvara Brodsky). O seu repertório era formado por canções de Édith Piaf, Marianne Oswald, Germaine Montero, Juliette Gréco e Jacques Brel.

Em 1951, conheceu o advogado Claude Sluys, que tinha boas relações com empresários do ramo de espetáculos e com quem se casaria em 1953. Sluys abriu um cabaré onde ela começou a se apresentar com o nome artístico de Barbara, em 1952.

Primeiros sucessos

Gravou seu primeiro disco em 1955. No mesmo ano, separou-se de Sluys e voltou para a França, apresentando-se em diversas casas noturnas de Paris. Em 1958, já famosa entre os frequentadores do Quartier Latin, apareceu pela primeira vez num programa de televisão. Começou então a compor suas próprias canções. As duas primeiras foram gravadas num disco de 45rpm em 1959: J’ai troqué e J’ai tué l’amour. No mesmo ano saiu seu primeiro LP, Barbara à l’Écluse. No fim daquele ano, soube da morte de seu pai, na cidade de Nantes. O acontecimento inspirou a canção Nantes, um de seus maiores sucessos.

Reconhecimento

Em 1960 vieram os discos Barbara chante Brassens (prêmio de melhor intérprete da Academia Charles Cros) e Barbara chante Jacques Brel. Co o sucesso de Nantes e Dis quand reviendras-tu, de 1963, vieram os convites para gravar pela Phillips e cantar ao lado de Georges Brassens.

Fez sua primeira turnê pela Europa em 1967. Na Alemanha, escreveu a canção Göttingen, que mais tarde, com outros de seus sucessos, seria gravada numa versão em alemão. Em 1969, surpreendeu o público ao fim de um show no Olympia, anunciando que abandonava a música para se tornar atriz. Estreou no teatro no papel de uma prostituta, na peça Madame, escrita para ela por Rémo Forlani. A peça foi um fracasso de bilheteria. Mesmo assim, insistiu em atuar no teatro e cinema.

Retomou a carreira de cantora ainda na década de 70, apresentando-se sozinha ou ao lado de artistas como Johnny Halliday. Em 1982, recebeu o Grande Prêmio Nacional da Canção Francesa do então ministro da Cultura, Jack Lang. Barbara, gravado em 1996, foi seu último disco. Morreu de uma intoxicação alimentar em 1997, quando escrevia suas memórias.

Voilà combien de jours, voilà combien de nuits,
Voilà combien de temps que tu es reparti,
Tu m’as dit cette fois, c’est le dernier voyage,
Pour nos coeurs déchirés, c’est le dernier naufrage,
Au printemps, tu verras, je serai de retour,
Le printemps, c’est joli pour se parler d’amour,
Nous irons voir ensemble les jardins refleuris,
Et déambulerons dans les rues de Paris,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus,

Le printemps s’est enfui depuis longtemps déjà,
Craquent les feuilles mortes, brûlent les feux de bois,
A voir Paris si beau dans cette fin d’automne,
Soudain je m’alanguis, je rêve, je frissonne,
Je tangue, je chavire, et comme la rengaine,
Je vais, je viens, je vire, je me tourne, je me traîne,
Ton image me hante, je te parle tout bas,
Et j’ai le mal d’amour, et j’ai le mal de toi,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus,

J’ai beau t’aimer encore, j’ai beau t’aimer toujours,
J’ai beau n’aimer que toi, j’ai beau t’aimer d’amour,
Si tu ne comprends pas qu’il te faut revenir,
Je ferai de nous deux mes plus beaux souvenirs,
Je reprendrai la route, le monde m’émerveille,
J’irai me réchauffer à un autre soleil,
Je ne suis pas de celles qui meurent de chagrin,
Je n’ai pas la vertu des femmes de marins,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus

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